Um dos indicadores mais fortes dentro da área de RH é o que indica o Clima Organizacional. Em sua essência, o termo Clima Organizacional representa o nível de satisfação dos colaboradores em relação a todas as temáticas (ou parte delas).
O tema é tão importante que no ano passado a 40ª edição do CONARH – Congresso Nacional de Gestão de Pessoas, que aconteceu em São Paulo, no período de 18 a 21 de agosto – trabalhou fortemente as questões que são diretamente relacionadas ao bem-estar do trabalhador. O tema do Congresso já referia o seu conteúdo: “RH Urgente! Ousar, Inovar e Performar”. As empresas que participaram, trouxeram palestrantes e estudos de casos todos voltados às boas práticas em Recursos Humanos. Até a sigla RH ganhou uma versão mais voltada a real missão da área: Relações Humanas.
Foi interessante comprovar que quando se fala em felicidade e trabalho, a grande maioria das pessoas acredita, real e verdadeiramente, que os termos são opostos, quase antônimos, ou seja, essas pessoas acreditam que é IMPOSSÍVEL ser feliz no TRABALHO. No livro de Helder Kamei, ‘Flow e Psicologia Positiva – Estado de fluxo, motivação e alto desempenho’ – 2014 encontramos a perspectiva do autor que refere que ‘a psicologia tem sido mais bem-sucedida no lado negativo do que no positivo; revelaram-se muito sobre as falhas humanas, suas doenças, seus pecados, mas pouco sobre suas potencialidades, virtudes, aspirações e seu auge psicológico’. Essa ótica do autor demonstra claramente como as pessoas se sentem em relação às organizações e o quão complexo poderá ser gerir o clima dentro dessa situação.
Outro ponto que me chamou a atenção nas últimas semanas foi uma situação específica onde aconteceu um processo de avaliação cujo resultado não agradou ao colaborador. Imediatamente ele externou seu descontentamento, referindo ao departamento de RH que não concordava com o conceito que lhe foi atribuído, porque o considerou baixo. Imediatamente lembraram ao colaborador que ele havia recebido um substancial aumento salarial real de 50% em seus vencimentos, visto que houve uma promoção de cargo. Mas o colaborador referiu que dinheiro não é tudo. Ele queria mesmo o reconhecimento representado no alto conceito da avaliação.
Como fica claro visualizar o quanto as pessoas buscam o reconhecimento e o prazer em suas funções e como as empresas, por vezes, pensam que tudo se traduz aos aumentos salariais. Penso até que os próprios profissionais da área de Gestão de Pessoas se confundem na abordagem do conceito.
Uma das palestras que acompanhei no CONARH, discorria sobre a gestão organizacional sem chefes hierárquicos. Enquanto aguardava a liberação de entrada, tive a oportunidade de ouvir alguns comentários de colegas que se diziam interessados no tema porque pretendiam entender como podemos controlar as pessoas sem subordinação hierárquica. Imagino como o discurso das palestrantes surpreendeu a todos, porque o caso trazido referia realmente uma forma muito interessante no gerenciamento de pessoas sem hierarquia, mas também falava sobre o compartilhamento das responsabilidades, tanto na escolha do talento humano como na condução das práticas de desenvolvimento desse capital humano, como condição importantíssima para que a prática funcione efetivamente.
Essas são práticas que, cada vez mais, entrarão na nossa rotina ao conduzirmos pessoas. Faz sentido?
Vale a reflexão e o investimento na capacitação!!
Até a próxima.