Normalmente quando o assunto é Liderança, imediatamente temos a tendência de associar a competência à figura do gerente ou do gestor. Na verdade essa competência valorizada dentro das Organizações é sim uma competência e não um valor inato e, como tal, pode e deve ser treinada.
Muitas empresas acreditam que devem procurar gestores com liderança no mercado de trabalho. Mas, no meu ponto de vista, a melhor forma de liderar é a que é desenvolvida dentro da própria empresa, porque, certamente, será direcionada para e balizada nos valores da cultura da organização.
Outro ponto que é senso comum quando o assunto é liderança, é a tradicional frase: o líder nasce pronto. Ou se é líder ou se é liderado. Que me perdoem os que acreditam que essa é uma verdade, mas se focarmos nossa atenção no conceito que melhor traduz o significado do termo, rapidamente poderemos ver o quão “ensinável” e “treinável” é essa competência.
O melhor conceito de liderança que conheço é o que diz que liderança é ”a arte de influenciar pessoas, atraindo seguidores que, de forma positiva, terão suas mentalidades e posturas alinhadas para a obtenção de objetivos em comum.” Para complementar, podemos dizer que é a arte de influenciar pessoas de forma positiva e enfática focando na obtenção de objetivos comuns.
Sendo assim, fica muito mais claro entender o porquê afirmei no início de nosso artigo que líder pode OU NÃO ser o Gerente. Nem sempre o papel de liderança será exercido pelo Gestor, pois o Líder está focado nas PESSOAS e seu desenvolvimento, enquanto o Gerente é focado nos PROCESSOS.
Logo fica tranquilo afirmar que para se tornar um bom Gestor (no sentido puro da palavra) o profissional só precisará investir em sua capacitação técnica. Já quando falamos em liderança é óbvio que as principais habilidades para serem desenvolvidas, certamente serão as comportamentais.
Outro ponto interessante na temática Liderança, é a forma como é conduzida. Tenho visto um ‘engessamento’ dos líderes, pelas organizações por onde passo. Eu explico: por vezes, vejo os profissionais se auto intitulando diretivos ou persuasivos ou participativos ou delegadores. Esquecem-se que essa é uma divisão apenas didática, focada em tornar mais fácil o entendimento dos conceitos.
As organizações que mantém uma conduta mais acertada para seus processos de liderança, entendem claramente que o líder deverá se amoldar com base em dois pilares: time e situação. Em relação ao primeiro pilar a medida mais acertada é conhecer o seu time, aprofundando-se no comportamento de seu capital humano.
Em relação à situação, há de se levar em conta quais fatores estão envolvidos em um ou outro momento para que, balizado nessa análise, o Líder possa nortear suas ações.
O tema é extenso e mandatório na Gestão de Pessoas nos dias de hoje.
Fica a reflexão! Boa semana e até a próxima!
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